A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE DOENÇAS FEMININAS PARA A SAÚDE DA MULHER

Doenças Femininas
Doenças Femininas

Porque a prevenção de doenças femininas e importante para a saúde da mulher no seu dia a dia? Continue lendo este artigo ate o final para aprender a resposta.

Crescer, os primeiros passos, primeiras palavras, primeira menstruação, a primeira relação, a primeira gravidez, as primeiras “ondas de calor”, a maturidade, essa é a jornada biológica da mulher.

A vida para ser bem vivida depende de termos uma boa saúde. Vivemos em um mundo onde a mulher assume vários papéis (mãe, esposa, filha, irmã, amiga, dona de casa, profissional e empresária…). Com tantos papéis e tarefas muitas mulheres deixam de lado a sua saúde e não se importam muito com a prevenção de doenças femininas.

Mesmo com tantas atividades, você deve, primeiramente, reservar um tempo com o objetivo de cuidar da sua saúde. A prevenção implica uma melhor qualidade de vida e aumento da expectativa de vida da mulher.

A prevenção de doenças femininas se deve a simples atitudes, tais como: boa alimentação, atividade física e principalmente observação de alterações no seu corpo.

A PREVENÇÃO DE DOENÇAS FEMININAS COMEÇA COM O AUTOCONHECIMENTO DO CORPO

O que digo a todas as minhas pacientes é que para o próprio bem-estar delas e de sua família devem observar seu corpo. É importante conhecer sua fisiologia, as várias etapas da vida, as mudanças que ocorrem ao longo dos anos.

Esse autoconhecimento vai ajuda-la na prevenção de enfermidades, bem como vai ajuda-la a tomar as melhores decisões sobre a sua própria saúde.

Esse é o primeiro caminho na prevenção de doenças femininas e para uma melhor qualidade de vida. Esta seria uma forma de implementar a prevenção primária, de forma a evitar ou retardar o aparecimento de enfermidades no presente ou no futuro.

Para isso, tire um tempo do seu dia, de preferência durante o banho e observe bem o seu corpo. Ao fazer isso você pode notar alguma alteração ou modificação que pode sinalizar algo que não está dentro do normal.

Observe também alterações no seu ciclo menstrual, no seu comportamento, tudo isso pode trazer informações clínicas importantes. Pois, ao notar certas mudanças você deverá procurar o seu ginecologista, porque ele é o profissional mais indicado para lhe orientar sobre sua saúde.

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A IMPORTÂNCIA DA VISITA REGULAR AO GINECOLOGISTA

Devido à falta de tempo, ou até mesmo por falta de conhecimento sobre a importância da prevenção de doenças femininas, algumas mulheres tendem a adiar a visita ao ginecologista.

Essa visita deve ser anual se você não tem nenhuma doença prévia. Porém, se você tem algum problema, essa visita deve ser feita de 6 em 6 meses. Nessa visita ao ginecologista o seu médico vai te orientar. Ele vai falar sobre o autoexame da mama, a importância do exame preventivo na prevenção do câncer de colo do útero entre outras informações pertinentes para cada paciente.

Não se deve subestimar as enfermidades coronárias. Atualmente os problemas cardiovasculares vem se tornando uma doença muito frequente entre as mulheres, especialmente, em mulheres na menopausa.

De acordo com a sua faixa etária seu ginecologista vai lhe explicar a importância de controlar a ingestão de cálcio na sua dieta com o propósito de  prevenir a osteoporose. A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, tornando a mulher mais susceptível à fraturas.

Se você deixou de lado seu ginecologista, é hora de procura-la(o) para que você possa desfrutar de uma boa saúde em todos os momentos da sua vida.

MUDANÇAS DE HÁBITOS QUE AJUDAM NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS FEMININAS

A prevenção é necessária para uma boa saúde e uma boa qualidade de vida.  Alguns problemas podem causar doenças mais frequentes em determinados momentos da vida da mulher. Por isso temos de tentar levar uma vida saudável e   uma vida sexual plena e satisfatória.

A mulher da sociedade moderna tem ficado mais doente por fatores tais como: falta de tempo, muita pressão sobre ela, além do estresse físico e mental.

O estresse hoje é a maior causa de doenças mentais e doenças que se manifestam no corpo físico.  Por isso quero citar aqui três hábitos que são fundamentais para quem deseja ter uma boa saúde.

Alguns hábitos não só ajudam na saúde em geral, mas também ajudam as mulheres na prevenção de muitas doenças femininas. Dentre esses hábitos estão:

AS DOENÇAS FEMININAS QUE MAIS ACOMETEM AS MULHERES

As mulheres precisam trabalhar em parceria com seus médicos, descobrindo a história médica da família, educando-se sobre problemas de saúde e prestando atenção aos seus corpos.

Aqui quero abordar as condições médicas que mais acometem as mulheres. O objetivo aqui é fazer uma breve descrição dos sintomas dessas doenças. Em outros posts eu irei aprofundar mais sobre todas as doenças femininas e sua prevenção.

CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama é o câncer mais comum em mulheres ficando em segundo lugar, ele só perde para o câncer de pulmão (artigo). Mesmo com toda propaganda de prevenção ele ainda causa a morte de várias mulheres.

Mesmo com toda campanha de prevenção as mulheres têm medo do câncer de mama. Temem fazer o autoexame e isso é um fator que impede elas de visitarem os seus médicos para fazer os exames de controle e prevenção.

Mas com os avanços na tecnologia de imagens e exames genéticos a prevenção tem grande efeito. Mesmo se a mulher tem a doença em um estágio inicial as chances de cura são elevadas. Hoje o câncer de mama não é uma sentença de morte como tempos atrás.

A Sociedade Americana do Câncer lista os seguintes fatores de risco para o câncer de mama:

  • Aumento da idade
  • Fatores genéticos
  • Fatores raciais
  • Exposição a radiações no tórax
  • Menstruação precoce (antes dos 12 anos)
  • Obesidade
  • Uso abusivo de álcool

Apesar desses fatores, você não pode pensar que só porque sua mãe não teve câncer de mama, isso não significa que você é imune a esse problema. É importante ressaltar aqui que algumas mulheres que têm um ou mais fatores de risco podem nunca desenvolver o câncer de mama.  Daí mais uma vez a importância de sempre visitar o ginecologista!

OSTEOPOROSE

Dores nas costas e a fragilidade óssea costumavam ser coisas que as mulheres mais velhas tinham que aceitar antes que os médicos conhecessem algo mais sobre osteoporose. Agora, existem atitudes que jovens mulheres podem tomar para a prevenção dessa doença.

A osteoporose ameaça 44 milhões de mulheres americanas, das quais 68% são mulheres, informa a Fundação Nacional de Osteoporose nos EUA. (estudo)

No Brasil dados apontados pelo Ministério da Saúde, informa que em torno de 10 milhões de brasileiros são acometidos por essa enfermidade. E outro dado importante é que uma em cada três mulheres com idade superior aos cinquenta anos tem osteoporose.  E o dado que nos chama mais atenção é que em 75% dos casos o diagnóstico é realizado somente depois da constatação da primeira fratura (fonte).

Os comportamentos que as mulheres desenvolvem, na adolescência e na juventude desempenham um papel importante no desenvolvimento ou na prevenção dessa doença.

Isso ocorre porque o nosso corpo acumula a maior parte da massa óssea até a idade de 30 anos. Então o novo osso deixa de ser formar e o foco passa a ser a manutenção do osso velho (estudo).

Nunca é tarde demais para manter os ossos fortes e evitar futuras fraturas. Seu corpo fará o que pode para reparar os danos nos ossos. Para isso você deverá fornecer as ferramentas efetivas, como o consumo adequado de vitaminas e minerais, atividade física exposição ao sol.

Os fatores de risco para a osteoporose incluem (estudo):

  • Sexo feminino
  • Aumento da idade
  • Raça
  • História de família
  • Ciclos menstruais infrequentes
  • Diminuição de estrogênio devido à menopausa podem aumentar o risco.
  • Dieta baixa em cálcio e vitamina D
  • Estilo de vida sedentário
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool

Converse com seu médico sobre seu possível risco de osteoporose e o que você pode fazer para evitar esse problema.

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DEPRESSÃO

Estudos e pesquisas demonstram que a depressão parece afetar mais mulheres do que homens. O Instituto Nacional de Saúde Mental informa que cerca de 12 milhões de mulheres são afetadas por um transtorno depressivo a cada ano em comparação com cerca de 6 milhões de homens (fonte).

Às vezes, mudanças hormonais também podem desencadear a condição, particularmente após a gravidez (pós-parto) ou em torno da menopausa.

Alguns fatores de risco para a depressão incluem (fonte):

  • História familiar de depressão
  • Doença crônica grave
  • Desordens mentais
  • Problemas pessoais e profissionais
  • Uso de drogas ilícitas
  • Doenças que podem desencadear a depressão, como a deficiência de vitaminas e problemas da tireoide
  • Doença grave recente
  • Traumas e abusos
  • Excesso de ansiedade

Se você se sente uma tristeza e um desânimo sem motivo; não tem vontade de fazer as coisas básicas do dia a dia procure uma ajuda médica. Para ajudar a reduzir o risco de depressão, especialistas recomendam a pessoa a fazer um trabalho comunitário, trabalho voluntário, ou mesmo fazer um hobby.

INFECÇÃO URINARIA

Outra enfermidade muito comum é a infecção urinária. As mulheres são mais propensas a contrair infecções do trato urinário.

Isso é devido a uma questão anatômica, o tubo que vai da bexiga para o exterior é muito mais curto do que nos homens. Como a abertura da uretra está mais próxima do ânus nas mulheres, é mais fácil para bactérias de fezes entrar na uretra feminina (estudo). A prevenção dessa doença está mais relacionada com as questões de higiene.

CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), realizado em 2016, foram esperados cerca de 16.340 casos novos de câncer do colo do útero, com um risco estimado de 15,85 casos a cada 100 mil mulheres.

Os principais fatores de risco para essa doença feminina são (fonte):

  • Tabagismo
  • HPV
  • Enfraquecimento do sistema imunológico
  • Dietas pobre em legumes e verduras
  • Histórico familiar de câncer de colo uterino.

Mais uma vez a prevenção está na mudança de alguns hábitos e na visita periódica ao ginecologista

A sua saúde é o seu melhor bem por isso você não deve medir esforços para se prevenir de futuras doenças que podem lhe acometer.

ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma condição em que o revestimento do útero interno do útero sai para fora (durante a menstruação). Assim, focos desse endométrio pode se aderir ao intestino, trompas e bexiga urinária. Pode afetar mais de 11% entre 15 e 40 (fonte).

É especialmente comum entre as mulheres em torno dos seus 30 a 40 anos. A endometriose pode causar uma infertilidade na mulher, por isso a sua prevenção é fundamental.

Alguns fatores de risco são:

  • Fluxo retrogrado da menstruação (fluxo da menstruação em direção as trompas).
  • História familiar de endometriose.
  • Distúrbios hormonais.

A prevenção dessa doença feminina está relacionada mais uma vez com a visita periódica ao médico e a observação de sintomas durante o período menstrual. Converse com o seu médico, pois ele é o seu melhor amigo, quanto o que está em jogo é a sua saúde.

CONCLUINDO…

  • Com tantos papéis que a mulher assume na sociedade, ela acaba deixando de lado os cuidados com sua saúde e da importância da prevenção das doenças.
  • A prevenção é importante para garantir uma boa saúde e uma melhor qualidade de vida.
  • Simples atitudes como o autoconhecimento do corpo, visitas periódicas ao ginecologista e a mudança de hábitos, são primordiais para a prevenção de doenças femininas.
  • As enfermidades femininas de maior incidência são: câncer de mama, osteoporose, depressão, infecção urinária, câncer de colo de útero e endometriose.
  • Qualquer alteração no seu corpo procure o seu médico, ele é o seu melhor amigo quando se trata de sua saúde.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Apresentação INCA

COSTA DURANS et al. Osteoporose na atenção primária: uma oportunidade para abordar os fatores de risco. Rev.Bras. Reumatologia. 52 (2),2016. 

CREMESP

CONITEC (COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO SUS)

INSTITUTO NACIONAL DE SAÚDE MENTAL

5 HELBERG, I.P.& SCHOR, N. Abordagem diagnóstica e terapêutica da infecção do trato urinário. Rev. Assos. Med.Bras. 49 (1), 2003

Programa nacional de controle do câncer de colo de útero.

Endometriose, 2015 

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