COMO REDUZIR O HORMÔNIO MAIS ENGORDA NA MENOPAUSA

Nesse artigo do ABC da Menopausa vou falar sobre um dos temas mais pesquisados pelas mulheres: como reduzir o hormônio que mais engorda na menopausa?

Antes de mais nada, quero deixar claro que, ao contrário do que muitas pensam, se preocupar como seu peso não é uma questão de estética! Logo, é primordial para a saúde e, assim, o resultado físico vem como consequência.

Agora me conte….

Você “está de mal” com a balança?

Está engordando, perdendo as roupas que mais gosta e ficando cada vez mais chateada?

Me acompanhe! Pois como sua mentora, vou te explicar o caminho, passo a passo, para virar esse jogo e perder peso!

COMO REDUZIR O HORMÔNIO QUE MAIS ENGORDA NA MENOPAUSA?

Na menopausa, mudam os hormônios?

A resposta é SIM! E, se você é uma das minhas rainhas seguidoras, já deve saber disso na ponta da língua.

Quando chegamos nas fase do climatério e da menopausa propriamente dita, nossos ovários já não funcionam como antes. Ou seja, sofremos com a falência da produção hormonal ovariana.

Sendo assim, nossos hormônios, primeiro estradiol e depois testosterona, têm sua produção diminuída de forma gradativa. Isto é, aos poucos vão deixando de ser fabricados pelo nosso corpo.

Apesar de serem importantes para a reprodução, esses hormônios são essenciais para inúmeras funções não reprodutivas. Por isso, sofremos tanto com a menopausa! Literalmente, todo o nosso corpo muda e não funciona mais como antes!

Logo, os hormônios acima são anabólicos, ou seja, estimulam o crescimento celular. Portanto, a sua diminuição deixa o metabolismo da mulher mais lento, o que torna propício o aumento de peso.

Além disso, essa diminuição também causa resistência à insulina, o que dificulta a ação da insulina e, com isso, prejudica a entrada de açúcar nas células. Desta forma, é mais um facilitador para acúmulo de gordura.

Quais as consequências de todas essas mudanças na menopausa?

Dentre os 76 possíveis sintomas decorrentes da menopausa, as consequências que podem ser percebidas na balança são:

  • Aumento de peso;
  • Aumento de gordura troncular, ou seja, nos braços, nas costas e no abdômen;
  • Mudança na forma corporal, isto é, a mulher perde o padrão feminino de “pera” e desenvolve o formato “maçã”, similar ao corpo masculino;
  • Com isso, é preciso estar alerta para pré-diabetes;
  • Além do mais, as alterações na balança indicam risco para síndrome metabólica e outras doenças crônicas. Isto porque o corpo fica inflamado, causando problemas dos mais variados tipos.

Que hormônio é esse que engorda? Como ele age?

O hormônio que engorda, não só na menopausa como em qualquer fase da vida é a INSULINA. Esta, é produzida pelo pâncreas e possui as seguintes funções:

  • Ativar o transporte do açúcar (carboidrato) que ingerimos, do sangue para o interior das células;
  • Assim, é capaz de estimular o uso de glicose (açúcar) pelas células como fonte de energia;
  • Responsável por estimular a síntese de triglicerídeos, ou seja, gordura;
  • Logo, contribui para estocar gordura no tecido adiposo;
  • Também inibe a enzima HSL, que é capaz de quebrar os triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol, para utilizá-los como combustível;
  • Estimular a formação de glicose e de glicogênio no fígado, além de também ativar a síntese de colesterol nesse mesmo órgão;
  • Por fim, inibe a LPA, isto é, uma enzima muscular que promove o uso de glicose e não de gordura para gerar energia.

Mas o que tudo isso que dizer, afinal?

Qual o problema da insulina? 

O grande problema é o excesso de insulina e a resistência à insulina.

Como assim?

Quando ingerimos alimentos que aumentam demais a insulina em nosso sangue, criamos a resistência. Ou seja, nosso corpo perde a sensibilidade a esse hormônio, que precisa ser produzido em doses cada vez mais elevadas e, mesmo assim, vai perdendo a capacidade de funcionar.

Esse fenômeno pode acontecer com qualquer pessoa que consuma carboidratos de forma exagerada. Porém, na menopausa, devido à redução dos hormônios estrogênios, há maiores chances de desenvolver à resistência à insulina.

Logo, uma cascata de acontecimentos ruins é desencadeada:

  • O excesso de glicose no sangue sobrecarga o pâncreas. Pois o órgão tenta produzir mais insulina para captar o açúcar aumentado no sangue. Assim, essa insulina em excesso leva ao risco para diabetes do tipo II; 
  • Além disso, o excesso de glicose no sangue causa lesões em pequenos vasos de diversos órgãos. Sendo assim, é comum ocorrer nos diabéticos nefropatias e cegueira, causadas pela lesão de vasos nos rins e nos olhos; 
  • Há aumento de inflamação em todo o corpo, o que eleva o risco para aterosclerose, formando placas no interior das artérias;
  • Os elevados níveis de açúcar no sangue estimulam o acúmulo de gordura visceral, o que aumenta o risco para doenças cardiovasculares;
  • Também, o excesso de açúcar no sangue aumenta os triglicerídeos. Tal fato leva ao risco aumentado de esteatose, ou seja, uma degeneração hepática que pode evoluir para cirrose e até para a necessidade de transplante do fígado;
  • A inflamação crônica, além de aumentar o risco para infarto do miocárdio e AVC, também eleva as chances de desenvolvimento de câncer, demência, dores no corpo, enxaqueca, insônia e cansaço crônico.

Como a insulina engorda você, naturalmente? 

Quando ingerimos carboidratos em excesso ficamos com uma sobra de energia consumida. Tal fato pode ocorre porque comemos demais ou porque não usamos tudo o que comemos, o que acontece por causa do sedentarismo.

Assim, nosso corpo entende que o excesso de energia precisa ser armazenado para ser utilizado em um outro momento. Logo, formamos a nossa reserva de energia sob a forma de gordura.

Desta forma, o excesso de insulina sinaliza que temos carboidratos suficientes para armazenar nas células de gordura, os adipócitos.

Porém, quando essa situação é frequente, nosso corpo começa a ser prejudicado! Sendo assim:

  • Com o tempo, as células ficam resistentes à insulina. Ou seja, esse hormônio, apesar de estar presente em quantidade elevada, não consegue executar a função;
  • Com isso, aumenta a glicose sangue. O pâncreas, na tentativa de retirar esse açúcar do sangue levando-o para dentro das células, produz mais insulina, que não funciona. Então, esse órgão fica sobrecarregado e os níveis de insulina e glicose no sangue ficam elevados, mesmo com o aumento da produção hormonal;
  • Logo, o excesso de insulina ativa outra enzima que guarda os carboidratos em forma de gordura. 
  • Tal gordura pode ser subcutânea, ou seja, embaixo da pele, ou visceral, isto é, que envolve os órgãos e é o pior tipo de gordura e que traz maiores prejuízos à saúde.

Por isso, se você está na menopausa, é magra, mas tem aquela barriguinha…saiba que é gordura visceral! Logo, seu risco para doenças é maior!

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Como controlar a insulina? Aprenda 3 maneiras!

Como já expliquei, na menopausa, é comum o aumento de peso ou barriga na maioria das mulheres. Além disso, a tão desejada barriga chapada é sinônimo de saúde!

Por isso, tome uma atitude para eliminar a barriga causada pela gordura visceral na menopausa! 

Além de saúde e qualidade de vida, você também vai ganhar com a estética!

Adote minhas 3 dicas abaixo e comece a ver os resultados!

Mas lembre-se, consistência e paciência são a chave para o sucesso! 

Não existe resultado sem esforço!

Não existe milagre!

Passos infalíveis para reduzir a gordura na menopausa

Passo 1

Reduza ao máximo ou, preferencialmente, exclua carboidratos simples e refinados. Para tanto, desapegue de:

  • Pães;
  • Bolos;
  • Massas;
  • Biscoitos e bolachas;
  • Lanches;
  • Sucos e refrigerantes;
  • Doces;
  • Leite de vaca;
  • Açúcares em geral;
  • Arroz e batata;
  • Tudo o que for industrializado, logo, elimine os pacotinhos do armário.

Evitar esses alimentos vai diminuir a sua insulina e melhorar o funcionamento do seu corpo. Além disso, vai evitar o acúmulo de gordura e vai propiciar a perda da gordura que você já tem estocada.

Passo 2

Pratique exercícios físicos de forma regular, principalmente a musculação na menopausa.

Além de aumentar a massa magra, o metabolismo e o gasto de energia, o treino aumenta a sensibilidade à insulina, melhorando a captação. Assim, você vai se beneficiar com a perda de peso e com a glicemia mais baixa.

Passo 3

A reposição hormonal só pode ser feita com a prescrição de um médico. Sendo assim, o tratamento vai ajudar a regular os hormônios em falta e a tratar a menopausa como um todo, melhorando todo o metabolismo.

Mas…antes de passar para o passo 3 é preciso estar fazendo os passos 1 e 2.

Como eu sempre digo, só usar hormônios não funciona!

Adotar um estilo de vida saudável é essencial para obter qualquer resultado!

Portanto, nada nem ninguém substitui a sua parte!

REDUZINDO O HORMÔNIO QUE MAIS ENGORDA NA MENOPAUSA.

Conclusão

A insulina é um hormônio imprescindível para vida! Desta forma, o problema é quando comemos exageradamente, desregulamos todo o nosso corpo e obrigamos o pâncreas a produzir insulina em excesso. Com isso, causamos a resistência à insulina, que perde a capacidade de funcionar corretamente.

Por isso, seja na menopausa ou em qualquer fase da vida, precisamos nos reeducar alimentarmente para que o nosso organismo não seja prejudicado com o passar do tempo.

Por fim, a menopausa traz mudanças na vida de toda mulher. Logo, precisamos mudar, adquirir novos hábitos alimentares e de saúde para adequar nosso metabolismo para essa fase. Assim, além de tratar os sintomas, ganhamos saúde, qualidade de vida e perdemos a gordura indesejada!

Agora que você já sabe que controlar os excessos de insulina está em suas mãos, compartilhe esse conteúdo para que mais mulheres se beneficiem desse conhecimento! Muitas são pré-diabéticas, diabéticas e não entendem que grande parte da solução do problema depende delas!

Com o devido esforço e força de vontade, todas podemos nos tornar verdadeiras rainhas na menopausa!

2 Comentários


  1. Amo seus artigos!!Vc me inspira…comprei a balança…comecei a me pesar…inclui castanhas e amêndoa.. troquei o leite de vaca pelos de coco e amêndoa…e já emagreci um quilo e oitocentos em um mes!obrigada pelos seus cuidados!!!

    Responder

  2. Ola tenho 53 anos e estou na menopusa
    Que comecou aos 48 anos mas de uns meses para ca nao sinto sensibilidade no clitoris que posso faxer para esta situacao ?? Faco exercicio fisico e caminhadas vivo no reino unido a 3 anos sou portuguesa

    Responder

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