TRATAMENTO PARA ENDOMETRIOSE COM IMPLANTE HORMONAL

tratamento para endometriose com implante hormonal
tratamento para endometriose com implante hormonal

Se você chegou até aqui para ler esse artigo, provavelmente está com quadro de endometriose, tem muitas dúvidas ou está em busca de um tratamento para endometriose.

Talvez esteja sentindo alguns sintomas que podem estar ligados à endometriose, como cólica menstrual intensa, dor pélvica ou dor na relação sexual.

Acontece que tudo isso acaba interferindo na sua qualidade de vida.

Caso você esteja apresentando essa sintomatologia, pode sim ser endometriose.

Você sabia que a endometriose afeta em torno de 10 milhões de mulheres no Brasil?

Por isso, separei para você tudo o que precisa saber sobre a doença e, principalmente, sobre um tratamento muito efetivo que pode ser a solução para o seu caso ou para alguma mulher que você tenha conhecimento que está passando por isso.

O que é endometriose e o que causa?

Antes de você saber o que é endometriose, seria interessante relembrar o que é o endométrio.

Então, o endométrio é a camada de tecido constituído por glândulas e estroma, que recobre a parte interna do útero.

E quando as células de dentro do seu útero estão implantadas fora do útero, isso significa endometriose. Quantos mais focos dessas células e conforme sua espessura, o quadro da doença é mais sério.

Isso causa uma reação inflamatória nos ligamentos do útero, no ovário, assim como atinge tudo o que está em volta, por exemplo, o intestino e bexiga.

Agora, existem mulheres que têm pouca endometriose com muitos sintomas, enquanto outras apresentam muita endometriose e poucos sintomas.

Mas o que causa tudo isso?

Ainda não se tem conhecimento sobre as causas da doença, entretanto, a teoria mais aceita é que nós menstruamos para fora, via vagina, mas menstruamos também para dentro, através das trompas.

Saiba que as trompas conectam nosso útero com a nossa cavidade uterina.

Uma dúvida muito frequente é: Por que em 80% das mulheres que menstruam para trás, chamado de fluxo menstrual retrógrado, apenas 20% apresentam endometriose?

Nesse caso, muitos fatores poderiam estar interferindo, como o sistema imunológico, fatores ambientais, hormonais e genéticos.

Em relação à menstruação retrógrada, ela acontece quando o fluxo sanguíneo volta pelas tubas uterinas, sendo jogado nos órgãos próximos, como os ovários, peritônio e intestino.

Independentemente da teoria, precisamos entender que a presença dessas células, as quais deveriam estar dentro do nosso útero, encontram-se fora do útero.

A partir do momento em que estão fora, essas células endomiométricas podem se implantar e aumentar, gerando um processo inflamatório, ou seja, a mulher vai desenvolver a endometriose.

Na verdade, fica difícil saber se você está entre esses 20% que vão ter dor pélvica crônica, dor na relação, cólicas menstruais, dismenorreia, dor para evacuar ou queixas de infecção urinária.

O ideal é estar bem atenta aos sintomas que podem estar relacionados à endometriose. Vamos lembrar os principais?

  • Cólica menstrual
  • Dor durante a relação sexual
  • Dor pélvica
  • Dor para evacuar
  • Constipação intestinal ou diarreia no período menstrual
  • Dor para urinar
  • Sangramento na urina
  • Infertilidade

Caso você tenha alguns desses sintomas, o ideal é consultar seu ginecologista para descartar ou confirmar a endometriose.

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Como é feito o diagnóstico da endometriose?

Seu médico fará uma avaliação clínica, ouvir seu relato em relação aos sintomas e queixas, vai solicitar exames complementares, como a ultrassonografia transvaginal ou uma ressonância magnética da pelve.

Vale ressaltar que até o momento não existe nenhum estudo que relacione a endometriose com câncer, sendo a endometriose considerada como doença benigna.

Por isso que é tão importante você obter o máximo de informações sobre a endometriose. Caso não esteja acontecendo com você, pode estar acontecendo com alguma amiga ou familiar.

A questão é que alguns sintomas se tornam tão acentuados, que acabam impactando demais na vida da mulher.

O desconforto é tanto que impede que a mulher realize até mesmo simples tarefas do seu dia a dia, interferindo no seu trabalho, na sua vida conjugal.

O que é um endometrioma?

Quando as células do endométrio se acumulam no nosso ovário, nós temos o endometrioma.

É um tumor, como se fosse um nódulo ou cisto grosso que ocupa nosso ovário, causando uma distensão, que dependendo da extensão pode comprometer a função ovariana, isto é, causar infertilidade.

O endometrioma pode ser detectado através da ultrassonografia transvaginal ou pélvica, onde os cistos se diferenciam dos outros cistos ovarianos por possuírem um conteúdo de cor achocolatada, em razão da presença das células endométricas no interior do ovário.

O tamanho desses cistos pode variar de 1 a 7 centímetros. Em casos de endometriomas muito grandes, o indicado é um procedimento cirúrgico.

Quando os cistos ou nódulos se rompem, podem causar cólicas intensas no abdômen, sendo muitas vezes confundidas com dores de apendicite ou alguma doença inflamatória pélvica.

Lembrando que, a endometriose é uma das principais responsáveis pela infertilidade na maior parte dos casos.

Saiba que cerca de 30 a 50% de mulheres que não engravidam é decorrente da endometriose.

Mas por que a endometriose pode levar à infertilidade?

  • Pela obstrução das trompas;
  • Presença de aderências que dificultam a entrada dos espermatozoides;
  • Processos inflamatórios;
  • Problemas de implantação dos embriões.

Mas tenha em mente que existem opções para o tratamento para endometriose. O importante é buscar o diagnóstico, de preferência com um profissional de sua confiança, a fim de escolher o melhor tratamento.

Como é feita a cirurgia de endometriose?

Então, quando a mulher tentou todo tipo de tratamento para endometriose, sem obter sucesso, a cirurgia por videolaparoscopia pode ser indicada.

A cirurgia consiste em pequenas incisões na região do abdômen, onde será inserido um aparelho com câmera que auxiliará o médico a localizar os focos.

Ele vai cauterizar os pontos que estão comprometidos com a doença, como focos nos ovários, trompas, útero, peritônio e intestino.

Somente em casos mais graves, onde a vida da mulher está em risco, há a retirada de órgãos como ovários, útero, bexiga e intestino.

A cirurgia aberta também pode ser uma opção, mas a laparoscopia é a mais utilizada em casos de endometriose.

Aquela mulher que não apresenta lesões significativas, onde pode correr o risco de perder a função de algum órgão durante a cirurgia, o mais indicado é buscar por outro tipo de tratamento para endometriose.

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O que é a endometriose uterina?

A endometriose uterina, também chamada de adenomiose, é quando o endométrio se infiltra na parede uterina.

Toda vez que a mulher menstrua, há também um sangramento dentro da musculatura do útero, causando muita irritação.

Apesar dos sintomas serem muito parecidos com aqueles da endometriose, são doenças distintas.

A infiltração do endométrio pode se manifestar de duas formas: Ou atingindo toda a parede uterina ou dando origem a nódulos nessa parede, chamados de adenomiomas.

Algumas mulheres podem apresentar um quadro de adenomiose mais intenso do que outras. Isso vai depender de quantas camadas do útero foram afetadas.

As causas ainda não são conhecidas, mas algumas teorias sugerem que talvez tenha um componente congênito ou que a adenomiose pode ter sido adquirida ao longo da vida, devido a lesões no útero.

Algumas pesquisas apontam que alguns fatores podem interferir no aparecimento da adenomiose, como por exemplo:

  • Mulheres com mais de 40 anos;
  • Dor na relação sexual;
  • Cólicas menstruais intensas;
  • Constipação;
  • Dor para evacuar.

Você viu que os sintomas são bem parecidos com os da endometriose. Caso você tenha algum desses sintomas, procure um profissional para fazer o diagnóstico.

Toda doença, quanto mais precocemente for diagnosticada, tanto o tratamento quanto a viabilidade de cura serão muito mais eficazes.

O tratamento para endometriose com o implante de gestrinona funciona?

Você sabia que existe uma opção de tratamento para endometriose via implante hormonal de gestrinona?

Até pelo fato de ainda ser pouco conhecido, infelizmente não são muitos profissionais que tratam a endometriose com a colocação do implante hormonal.

Por isso é que muitos profissionais acabam indicando o procedimento cirúrgico, sendo muito mais invasivo para a saúde do que a colocação do ‘chip’ hormonal.

A gestrinona é um esteroide sintético com efeito antiestrogênico, androgênico e progestágeno, a qual faz um bloqueio hormonal do estrogênio e progesterona, deixando o organismo sem receber estímulo.

Logo, se não tem a presença do hormônio, não haverá estímulo dessas células endometrióticas. Dessa forma, você vai ter a reversão desse quadro de endometriose.

Para você obter o melhor resultado, é preciso buscar por um profissional que esteja preparado e que tenha conhecimento na colocação do implante hormonal.

São colocados, em média, de 5 a 6 implantes de gestrinona na região glútea, inseridos de forma subcutânea.

A quantidade vai depender do peso de cada mulher, ou seja, a dose é individualizada, tendo a duração de um ano.

Os implantes são bastonetes bem pequenos, feitos de silicone, tendo em média de 0,2 a 0,3 centímetros, quase de um tamanho de um palito de fósforo.

Vale lembrar que o profissional tem todos os cuidados com a assepsia, sendo realizado no próprio consultório médico. O procedimento é indolor, durando em torno de 15 a 20 minutos.

Além disso, o médico fará uma avaliação para saber de quantos implantes você precisa.

Uma grande vantagem do implante de gestrinona é que não tem passagem pelo intestino e fígado, diminuindo o risco para trombose.

Ele não serve apenas para endometriose, mas para tratar adenomiose, miomas, nódulos da mama e pólipos, servindo também como um método contraceptivo.

Agora, se você seguir uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regulares, o ‘chip’ de gestrinona, pode lhe trazer muitos outros benefícios:

  • Melhorar a massa muscular
  • Diminuir a gordura
  • Reduzir celulite
  • Criar definição corporal

São poucos os efeitos colaterais, como acne, seborreia e queda de cabelo, mas o profissional que lhe acompanha vai ajudar a minimizar esses efeitos.

Cabe a você refletir os prós e os contras, mas, como já foi dito, o implante de gestrinona é uma proposta muito interessante para os casos de endometriose.

Conclusão

Se você tem sintomas de endometriose, chegando ao ponto de interferir na sua vida, nas suas atividades profissionais, na sua vida sexual e ainda comprometendo sua fertilidade, o tratamento para endometriose com implante de gestrinona pode ser uma ótima proposta.

Como ainda é pouco conhecido, é perfeitamente normal surgirem alguns questionamentos sobre a sua real eficácia.

Já posso lhe adiantar que funciona mesmo, não apenas servindo para tratar a endometriose, mas também auxiliar no tratamento de outras doenças femininas.

Lembrando que, para que o tratamento seja muito mais eficaz, vale a pena investir num estilo de vida saudável, adotando uma alimentação equilibrada juntamente com a prática de exercícios físicos regulares.

Pense em quantas mulheres estão em busca de um tratamento para endometriose e não têm acesso a todas essas informações.

Por isso, divulgue e compartilhe com o maior número possível de pessoas que você conheça.

Quem sabe se não é o implante de gestrinona a solução para o seu problema?

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