COMO SE PREVENIR DA CISTITE NA MENOPAUSA SEM USAR HORMÔNIOS

COMO SE PREVENIR DA CISTITE NA MENOPAUSA SEM USAR HORMÔNIOS.
COMO SE PREVENIR DA CISTITE NA MENOPAUSA SEM USAR HORMÔNIOS.

Aprenda agora como prevenir a cistite na menopausa sem usar hormônios, ou seja, de forma natural. Tal problema afeta demais a mulher, principalmente na vida sexual.

O que é CISTITE e qual a sua causa?

A cistite nada mais é do que uma infecção da bexiga causada por bactérias. Tal problema de saúde tem incidência elevada. Sendo assim, 40% das mulheres apresentam cistite 1x na vida. Além disso, 25% têm cistite de forma recorrente, ou seja, várias vezes.

Essa infecção é causada pela migração de bactérias presentes no ânus para a bexiga. A bactéria E. coli ocorre naturalmente na flora intestinal. Ela apresenta estruturas chamadas de fímbrias que são com “braços” que as mantém agarradas na parede intestinal. além disso, produzem uma espécie de cola que fortalece essa adesão. Entretanto, elas multiplicam e produzem toxinas.

Uma vez que a uretra da mulher é curta e próxima ao ânus, a E. coli tem fácil acesso e pode colonizar a região causando infecção de bexiga.

Principal causa de CISTITE na MENOPAUSA

A falta de hormônio feminino estrogênio, isto é o hipoestrogenismo, ocasiona:

  • Atrofia vaginal progressiva, que acomete de 50% a 80% das mulheres na menopausa;
  • Alteração no Ph vaginal, diminuindo a acidez. Sendo assim, a flora vaginal ácida é importante para manter a saúde do trato urinário;;
  • Mudança na flora vaginal, com a redução dos lactobacilos protetores. Com isso, a defesa local diminui.

Portanto, esses fatores facilitam a migração de bactérias do ânus para a bexiga e também aumentam a ocorrência de infecções na própria vagina. Desta forma, a cistite é uma infecção que pode trazer muitos prejuízos para a sua saúde da mulher como um todo.

Prejuízos da cistite na menopausa para a sua saúde

Como acabamos de ver, a menopausa cria condições que favorecem a ocorrência de cistites. Portanto, existem tanto prejuízos imediatos, quanto tardios para a saúde da mulher.

Sendo assim, os malefícios imediatos estão relacionados ao ato sexual e os tardios são gerados pelo uso frequente de antibióticos.

Prejuízos IMEDIATOS da cistite na menopausa

A mulher que sofre com cistites recorrentes se sente ansiosa e estressada com a relação sexual. A expectativa de dor na hora de transar e a preocupação com a cistite pós coito contribuem para reduzir a libido e, consequentemente, a frequência sexual.

Além disso, o uso frequente de antibióticos desequilibra a flora intestinal e também aumenta a possibilidade de infecção vaginal por fungos (candidíase).

Prejuízos TARDIOS da cistite na menopausa

O uso de antibióticos para tratar a cistite causa destruição da flora intestinal, assim como um desequilíbrio constante. Tal fato afeta a imunidade e aumenta o risco para qualquer doença.

Além disso, o uso recorrente de antibióticos seleciona as bactérias. Desta forma, as bactérias sofrem mutações, as mais resistem sobrevivem, se multiplicam e dificultam cada vez mais o tratamento. Com o tempo, os antibióticos têm cada vez mais dificuldade em eliminar as bactérias que ficaram mais fortes e persistentes.

Consequentemente, além do tratamento não funcionar, o excesso de medicação sobrecarrega o fígado e também pode evoluir para uma infecção grave nos rins (pielonefrite).

Entretanto, outro perigo é achar que, por ser frequente, a cistite é “normal” e não traz grandes prejuízos. Isso não é verdade! Não ignore, nem se conforme com os problemas a curto e longo prazo.

Como se prevenir da cistite na menopausa SEM HORMÔNIOS

https://youtu.be/ZZzE1KHDW8s

Apesar de a cistite na menopausa ser facilitada pelo declínio hormonal, existem estratégias que podem ser adotadas. Por isso, mesmo sem a terapia de reposição hormonal você pode obter auxílio para combater esse grande e desconfortável problema.

Separei abaixo as alternativas mais interessantes!

FIQUE ATUALIZADA!

Cadastre o seu email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do blog!

Fique tranquila, seu e-mail está completamente SEGURO conosco!

# 1 – Cramberry

O Cramberry é uma fruta exótica e aqui no Brasil é chamada de oxicoco. Essa fruta tem a capacidade de prevenir e tratar casos leves de cistite. Isso ocorre pois apresenta em sua constituição subsâancias como as proantociandinas tipo A. Tal composto inibe o crescimento e a reprodução das bactérias, também se liga às fímbrias bacterianas e impede a sua aderência na parede da bexiga. Com isto, as bactérias são mais facilmente eliminadas do trato urinário.

O Cramberry pode ser consumido na forma de fruta seca. Porém, não é tão comum em nosso país. Por isso, eu prescrevo e recomendo cápsulas ou sachês. Mas lembre-se, o ideal é sempre buscar auxílio médico para determinar a dose ideal para o seu caso.

# 2 – D-manose

D-Manose é um tipo de açúcar simples, encontrado naturalmente em algumas árvores e frutos. Sendo assim, ela é absorvida pelo intestino e eliminado pela urina. Além disso, as células do trato urinário apresentam D-manose em suas estrutura.

Com isso, a D-manose serve como isca, pois as bactérias se ligam às moléculas livres na bexiga e, portanto, não conseguem se fixar à parede. Devido à falta de aderências, acabam sendo eliminadas com a urina. Além de tudo, a D-manose também é capaz de ativar proteínas que atuam na defesa contra a cistite.

Por isso, eu recomendo e prescrevo cápsulas ou sachês e indico que você busque um médico para adequar a dose.

A D-manose também pode ser encontrada em alimentos como: brócolis, berinjela, amora, maçã, pêssego e feijão.

# 3 – Gel de Ácido Hialurônico

Uma forma indireta de prevenir a cistite na menopausa é o uso do gel de ácido hialurônico. Este, hidrata e estimula o tecido vaginal e, assim, ajuda-o a se recompor. Além disso, melhora o Ph vaginal, o reduz o fator desencadeante da infecção.

# 4 – Laser de CO2 e Radiofrequência

O laser de CO2 e a radiofrequência também são duas maneiras indiretas de prevenir a cistite na menopausa. Tais procedimentos atuam estimulando o tecido vaginal, o que auxilia na recomposição da flora e na acidez. Sendo assim, melhorando esses aspectos, é possível evitar a migração de bactérias. Entretanto, possuem custo mais elevado e exigem que sejam feitas várias sessões.

# 5 – Bons hábitos para a saúde do trato urinário

Alguns hábitos simples que você pode adotar no dia a dia para auxiliar na saúde do trato urinário e, assim, prevenir a cistite na menopausa são:

  • Beber água ao longo do dia;
  • Não prender a urina;
  • Limpar-se de forma adequada após evacuar, ou seja, da frente paras trás. Porém, o ideal é lavar-se com água e sabão;
  • Beber chás diuréticos como cavalinha e carqueja;
  • Evitar banhos de banheira e piscina;
  • Evitar uso de protetor diário de calcinha;
  • Sempre urinar e se lavar após a relação sexual.

https://youtu.be/WWkTX42fV7A

Conclusão

Resumindo, a falta de estrogênio impacta negativamente o sistema urogenital feminino. Com isso, ficamos mais suscetíveis a complicações como a cistite. Tal problema afeta a vida pessoal e o relacionamento com o parceiro. Além disso, traz malefícios para a saúde como um todo, isto é, tanto física quanto psicológica. Assim, muitas mulheres perdem a qualidade de vida.

Portanto, o tratamento recomendado para manter a saúde do trato urogenital é a hormonioterapia. Porém, se você não pode realizar esse tipo de tratamento, as estratégias que propus ao longo deste artigo vão contribuir muito para que você possa prevenir a cistite na menopausa.

Como você já sabe, esta é uma doença muito comum e, em muitos casos, recorrente. Por isso, compartilhe este conteúdo com outras mulheres. Talvez alguém próxima de você esteja sofrendo e você nem saiba!

Apenas espalhando o conhecimento correto conseguiremos fazer com que cada vez mais mulheres saiam do ciclo da ruína e transforma a menopausa na melhor fase de suas vidas!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *